A inflação na Argentina desacelerou para 2,6% em abril, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado pelo Indec. O resultado representa uma queda em relação aos 3,4% de março, e o acumulado em 12 meses ficou em 32,4%, ligeiramente abaixo dos 32,6% do mês anterior. Os setores com maiores altas foram transporte (4,4%), educação (4,2%) e comunicação (4,1%).
Os dados mostram melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano do governo Milei, mas em 2025 a taxa mensal se manteve entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. A partir de maio, houve sinais de aceleração gradual, evidenciando os desafios para reduzir a inflação de forma consistente. A Argentina passou por forte ajuste econômico, com cortes de subsídios e aumento de tarifas, o que elevou os preços ao consumidor. A pobreza, que atingiu 52,9% no primeiro semestre de 2024, caiu para 28,2% no segundo semestre de 2025.
No terceiro trimestre de 2025, uma crise política envolvendo a irmã do presidente, Karina Milei, abalou os mercados, com queda de títulos, ações e do peso argentino. A moeda atingiu 1.423 por dólar, acumulando desvalorização de quase 40% no ano. O governo obteve apoio financeiro dos EUA, com um swap cambial de US$ 20 bilhões, e um acordo com o FMI de US$ 20 bilhões. Após vitória nas eleições de meio de mandato, as medidas de flexibilização cambial e intervenção no câmbio visam estabilizar a inflação e atrair investimentos.
Perspectiva de Mercado
O Nasdaq Composite pode enfrentar volatilidade diante de incertezas macroeconômicas globais, mas mantém tendência de alta suportada por resultados corporativos robustos. O ouro tende a se valorizar como porto seguro em meio a riscos geopolíticos e expectativas de juros baixos. O Bitcoin pode oscilar, influenciado por movimentos regulatórios e fluxos de investimento, mas permanece em trajetória de consolidação.
Fonte: G1 Economia
Aviso: este conteúdo é apenas uma análise informativa e não constitui aconselhamento de investimento.