A Starbucks (SBUB34) está reconquistando consumidores nos Estados Unidos com lojas mais confortáveis, vitrines de doces mais atrativas e serviço mais ágil. Nesta terça-feira (28), a rede de cafeterias divulgou resultados trimestrais acima do esperado e elevou a projeção para 2026: agora prevê crescimento de pelo menos 5% nas vendas em mesmas lojas, ante estimativa anterior de 3% ou mais.
As ações subiram até 4,7% no after market em Nova York. No ano, os papéis acumulam alta de cerca de 16%, superando o avanço de 4% do S&P 500. Os números reforçam que o plano de recuperação do CEO Brian Niccol está funcionando. A empresa aumentou investimentos em modernização de lojas e horas de barista, ao mesmo tempo que controla custos.
Nos EUA, os clientes fizeram mais pedidos e gastaram mais por compra, incluindo itens de comida e customizações como cold foam, o que ajudou a compensar o desempenho mais fraco na China. No segundo trimestre fiscal, encerrado em março, as vendas em lojas comparáveis cresceram 6,2%, acima da projeção de 3,7%. O lucro ajustado foi de US$ 0,50 por ação, também superando o consenso.
Na China, segundo maior mercado, as vendas em mesmas lojas subiram 0,5%, abaixo do esperado. A Starbucks vendeu recentemente uma participação para um fundo local e busca recuperar terreno perdido para concorrentes domésticos. Executivos afirmaram que tarifas e preços mais altos do café prejudicaram a margem na América do Norte, mas a pressão deve diminuir ao longo do ano.
A companhia planeja abrir entre 150 e 175 novas lojas líquidas nos EUA em 2026 e anunciou um novo escritório em Nashville para apoiar a expansão no Sudeste, região com menor presença da marca.
Perspectiva de Mercado
A Starbucks (SBUB34) parece bem posicionada para continuar sua trajetória de alta no curto prazo, impulsionada pela forte recuperação nos EUA e pela revisão positiva do guidance. No entanto, desafios na China e pressões de custos podem limitar ganhos adicionais. O mercado deve monitorar de perto os próximos resultados trimestrais para confirmar a sustentabilidade do crescimento.
Fonte: InfoMoney
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