A Vale (VALE3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado. A mineradora registrou lucro líquido de US$ 1,893 bilhão atribuível aos acionistas, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de US$ 1,394 bilhão. O avanço foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda proforma e pela ausência de US$ 135 milhões em efeitos tributários ligados ao desinvestimento de ativos de energia no 1T25. A empresa reverteu o prejuízo de US$ 3,8 bilhões do 4T25, causado por baixas contábeis, apesar da queda sazonal na produção.

O Ebitda proforma atingiu US$ 3,89 bilhões, alta anual de 23%, com margem de 42%. A receita líquida foi de US$ 9,25 bilhões, crescimento de 14% na comparação anual. O CEO Gustavo Pimenta destacou o início de ano sólido, com recordes de produção em múltiplos ativos, refletindo excelência operacional e maior flexibilidade do portfólio em ambiente de mercado favorável. A empresa manteve foco em eficiência de custos e na descaracterização de barragens, com redução de 80% desde 2020.

O fluxo de caixa livre foi de US$ 813 milhões, alta de US$ 309 milhões ano a ano. A dívida líquida expandida subiu para US$ 17,8 bilhões, impactada pelo pagamento de dividendos. Os investimentos em projetos de crescimento totalizaram US$ 182 milhões. O custo caixa C1 foi de US$ 23,6/t, 12% maior devido à valorização do real. O preço médio do minério de ferro foi US$ 95,8/t, impulsionado por maior qualidade e prêmios. A Vale Base Metals teve Ebitda proforma de US$ 1,2 bilhão, alta de 116%, com destaque para cobre e níquel.

Perspectiva de Mercado

Para as ações da Vale (VALE3), a perspectiva de curto prazo parece positiva, sustentada pelo forte desempenho operacional e pelo ambiente favorável de commodities. No entanto, a alta da dívida e a volatilidade cambial podem limitar ganhos adicionais. O papel pode apresentar leve alta nos próximos dias, mas com cautela.


Fonte: InfoMoney

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