A Hapvida (HAPV3) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 que superaram as expectativas do mercado, levando as ações a saltarem 9,27%, para R$ 12,50, antes de entrarem em leilão. O lucro líquido ajustado foi de R$ 244 milhões, queda de 41,4% na comparação anual, mas bem acima dos R$ 55 milhões projetados pelo Bradesco BBI. O Ebitda ajustado de R$ 803 milhões superou em 14% a estimativa do banco, impulsionado por uma forte redução na sinistralidade, que caiu 3,3 pontos percentuais, para 72,2%. A receita cresceu 5,2%, em linha com o esperado, enquanto a base de beneficiários encolheu em 45 mil vidas, uma melhora significativa ante a perda de 140 mil no trimestre anterior. Apesar do alívio, analistas do BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley mantêm recomendação neutra, citando desafios como adições líquidas ainda negativas, pressão de judicialização e fluxo de caixa livre próximo de zero. O BTG destaca que a margem Ebitda ajustada subiu 3 pontos percentuais na comparação trimestral, mas ainda está 3,4 pontos abaixo do nível de um ano atrás. A reestruturação em andamento e a incerteza sobre a sustentabilidade da melhora operacional mantêm o cenário cauteloso.
Perspectiva de Mercado
Para a Hapvida (HAPV3), a perspectiva de curto prazo é de estabilidade com viés de alta, dado que os resultados do 1T26 superaram expectativas e indicam melhora operacional. No entanto, a sustentabilidade da redução da sinistralidade e a recuperação da base de beneficiários ainda são incertas, o que pode limitar ganhos adicionais. O papel pode testar resistências próximas a R$ 14, mas riscos de execução sugerem cautela.
Fonte: InfoMoney
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