Os Estados Unidos propuseram uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, como aço, suco de frutas e máquinas, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida, anunciada na segunda-feira, visa responder a práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano, incluindo o uso do PIX, desmatamento ilegal e pirataria. Apesar de uma lista de exceções que protege itens como petróleo bruto, aeronaves, café e celulose, setores importantes ficaram descobertos. O aço lidera os produtos mais expostos, com vendas de US$ 3,36 bilhões em 2025, seguido por sucos de frutas (US$ 1,61 bilhão) e equipamentos de construção (US$ 1,38 bilhão). Outros itens como cimento, pneus e alumina também não foram isentos. O processo ainda está em fase de consultas públicas, com decisão final prevista para julho de 2026. O ministro da Indústria e Comércio estima que 21% das exportações brasileiras para os EUA podem ser afetadas.

Perspectiva de Mercado

O mercado financeiro deve acompanhar com cautela o desenrolar das tarifas, que podem impactar setores como siderurgia e agronegócio. Para o Nasdaq, a tendência é de volatilidade, com possíveis quedas devido a incertezas comerciais. O ouro pode se valorizar como porto seguro diante do risco de escalada tarifária. O Bitcoin, por sua vez, pode oscilar, mas sem direção clara no curto prazo.


Fonte: G1 Economia

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